PROGRAMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA EPICON

(PPR)

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Apresentação

 

Quando começou a vigorar a Instrução Normativa n. 1 de 4 de abril de 1994, que criou no Brasil o Programa de Proteção Respiratória (PPR), a EPICON foi a pioneira em divulgar, entre os profissionais da área de segurança ou de saúde ocupacional, a primeira edição deste Guia com a finalidade de auxilia-los na preparação do PPR.

Passados quase quatro anos desse novo modo de fazer proteção respiratória no Brasil, é com prazer que participo da revisão desta segunda edição, cujo objetivo continua ser o de auxiliar os profissionais na preparação e implantação do PPR nas empresas que utilizam respiradores.

Lendo com atenção o conteúdo deste Guia você terá condições de preparar o PPR para sua empresa. Os exemplos que aparecem devem ser encarados como subsídio para cada um preparar o PPR específico para a sua empresa e não como formulários onde a única coisa que muda é o nome da empresa.

O PPR pode, e deve ser um instrumento de crescimento profissional para quem o faz e um poderoso auxiliar na prevenção de doenças ocupacionais que prejudicam tantos trabalhadores no Brasil.

 

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PARA REFLETIR

 

Há poucas coisas neste mundo que alguém não possa fazer um pouco pior

para poder vender um pouco mais barato.

As pessoas que se orientam tão somente pelo preço para adquirir o que necessitam, acabam se tornando vítimas do mais barato.

Não é uma atitude inteligente pagar demasiado por algo,

porém, é muito pior pagar pouco.

Se você pagar demais, vai perder um pouco de dinheiro e isso é tudo.

No entanto, se você pagar barato demais, poderá perder muito,

pois o que foi adquirido poderá não ser capaz de cumprir satisfatoriamente

a função para a qual foi pensado.

As Leis da Economia impedem que se obtenha algo de muito valor por pouco dinheiro. Ao optar pela menor oferta, você deverá adicionar aos seus cálculos

o custo dos riscos que você vai correr.

E se você assim o fizer, certamente também terá dinheiro suficiente

para comprar algo que seja melhor e lhe ofereça mais segurança.

 

John Ruslcin - (1819 - 1900) Escritor Inglês, Reformador Social e Crítico. Consulte na Internet: http//landow.st@. brown. edu/victorian/ruskin/setting. html

 

 

 

 

 

 

 

ÍNDICE

 

 

 

Breve história da Proteção Respiratória                         

Introdução                                                                    

O que é o PPR                                                              

Como preparar o PPR para sua empresa                       

Requisitos mínimos para um PPR                                 

Passo 1            O programa escrito                                

Exemplo de programa                           

Exemplo de avaliação do PPR               

Passo 2            Como selecionar um respirador              

Guia para seleção dos respiradores        

Passo 3            Treinamento dos usuários                             

Passo 4            Distribuição dos respiradores                

Passo 5            Limpeza e Higienização dos respiradores

Passo 6            Guarda                                                  

Passo 7            Inspeção e manutenção                          

Passo 8            Monitoramento da área de trabalho        

Passo 9            Acompanhamento e avaliação do seu PPR            

Passo 10          Avaliação médica                                  

Passo 11          Respiradores aprovados                        

Passo 12          Verificar vedação e Ensaio de vedação    

 

 

 

 

 

 

 

 

BREVE HISTÓRIA DA PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA

 

0 reconhecimento da necessidade de proteger as vias respiratórias dos trabalhadores é fato muito antigo. Plínio (79 – 23 AC)* menciona o uso de bexiga animal como cobertura das vias respiratórias sem vedação facial para proteção contra a inalação do óxido de chumbo nos trabalhos dentro das minas. Outros autores AC também citam o uso de outros respiradores feitos com bexiga de animais para uso por mineiros.

 

Leonardo da Vinci (1452-1519), antecipando de alguns séculos a história, recomendou o uso de um pano molhado contra agentes químicos no caso de guerra química. Também se refere à substância misteriosa "Alito" que permitiria ao usuário respirar sem uma fonte externa de ar. Outra de suas idéias foi o uso de um "snorkel" ligado a um tubo longo que flutuava na superfície da água permitindo mergulhos demorados. Bernardino Ramazzini (1633-1714) apresenta uma revisão crítica sobre a inadequada proteção respiratória dos mineiros de seu tempo que trabalhavam com arsênico, gesso, calcário e de trabalhadores que manipulavam tabaco, cereais em grão, ou cortadores de pedra.

Nos anos de 1700 a 1800 a condição primordial para ser "Bombeiro", era ser portador de uma barba grande e densa. No combate a um incêndio, a barba era encharcada com água e tomada entre os dentes. O efeito filtrante certamente não era o melhor, mas provavelmente ocorria a retenção das partículas maiores de fuligem e cinza.

No início da Revolução Industrial, aparece a primeira descrição do ancestral da máscara autônoma de circuito aberto e fechado, e da máscara de ar natural.

Na área de Equipamentos autônomos, havia na Europa, por volta dos fins de 1700 a meados de 1800, um equipamento feito de saco de lona e borracha. Nos Estados Unidos foi patenteado entre 1863 e 1874 algo semelhante. Consistia de uma saco de múltiplas camadas de lona impermeabilizada com borracha da Índia que era enchido de ar por meio de uma bomba. O saco era portado nas costas e um sistema de tubos conduzia o ar à boca, o nariz era fechado com uma pinça nasal e a língua fazia as funções de uma válvula no controle do fluxo de ar. O ar era inalado a partir do saco e ao exalar, era assoprado de volta para o saco onde se "regenerava". A autonomia era de 10 a 30 minutos.

 

Na fase mais intensa da Revolução Industrial, entre 1800 a 1850, começou-se a fazer diferença entre os contaminantes particulados e gasosos, anteriormente reconhecidos somente como "poeira".

Em 1825 John Roberts desenvolveu o "filtro contra fumaça" para bombeiros, um capuz de couro com um tubo preso na perna do usuário que captava o ar menos contaminado que estava próximo ao solo. A extremidade do tubo que ficava próxima ao solo tinha um funil voltado para baixo contendo pedaços de tecido para filtrar partículas, e uma esponja molhada para remover gases solúveis na água.

 

(*) Antes de Cristo

 

Provavelmente o desenvolvimento mais significativo dos últimos séculos foi a descoberta em 1854 da capacidade do carvão ativo em remover vapores orgânicos e gases do ar contaminado. Nessa época, E.M. Shaw e o famoso físico Jonh Tyndall, criaram o "filtro contra fumaça", para bombeiros, que protegia contra particulados (camada de algodão seco), gás carbônico (cal sodada), e outros gases e vapores (carvão ativo).

O desenvolvimento da Proteção Respiratória também está muito ligada à atividade de mineração, principalmente aos trabalhos nas minas de carvão, sendo os conhecimentos adquiridos também adotado nas fábricas e no combate a incêndios.

 

No fundo das minas surge pela decomposição de matéria orgânica o Gás Metano que é asfixiante e em combinação com o ar atmosférico forma o temido grisú, altamente explosivo, e, quando há a presença de enxofre, o que nas minas de carvão se dá com alguma freqüência, forma também o gás sulfidrico, altamente tóxico e mortal em altas concentrações. Também havia o problema da falta de oxigênio causado pela distância que as galerias seguem a partir da entrada.

Os mineiros costumavam levar pássaros em uma gaiola, para que pudessem ser alertados a tempo se havia gases no ambiente.

Caso o pássaro apresentasse alterações no seu comportamento, desmaiando ou morrendo, isto indicava que no ambiente poderia haver gases explosivos, tóxicos ou então que havia falta de oxigênio e os mineiros abandonavam imediatamente o local, para que equipes especializadas pudessem providenciar a ventilação adequada, evitando explosões, intoxicações e os riscos de baixo teor de oxigênio.

 

O químico inglês Humphry Davy (1778 - 1829) desenvolveu uma lanterna, que recebeu o nome de Lanterna de Davy. No interior desta lanterna havia uma pequena chama que, caso se apagasse, indicava falta de oxigênio e, caso a chama aumentasse provocando pequenas explosões dentro da lanterna, isto significava que havia gás explosivo no ambiente, devendo o local ser abandonado imediatamente.

 

A técnica de proteção respiratória foi evoluindo e passou a ser adotada em ambientes fabrís onde ocorriam escapes de gases. As fábricas, que antes pouco havia e processavam materiais naturais e geravam poucos gases e partículas normalmente grossas e de pouco risco na inalação, agora passavam a processar substâncias cada vez mais complexas, gerando gases venenosos e partículas muito mais finas e tóxicas do que as normalmente encontradas na natureza.

 

Mesmo já no início do século 20 ainda havia pouca preocupação social com o trabalhador e um grande número de pessoas adoecia após alguns anos de trabalho, sofrendo de doenças muitas vezes desconhecidas que raramente eram atribuídas ao ambiente em que trabalhavam.

 

Nas minas de carvão por exemplo, levou-se muito tempo até que o adoecimento nos pulmões fosse considerado um problema social e atribuído ao pó de carvão mineral. Os trabalhadores, após alguns anos de atividade nas minas, sofriam de uma pneumoconiose provocada pela inalação de pó de carvão mineral, hoje conhecida como ANTRACOSE.

 

Os avanços mais rápidos ocorreram durante a I Guerra Mundial (1914 - 1918) com as máscaras de uso militar. Os alemães geravam aerossóis altamente tóxicos no campo de batalha forçando o desenvolvimento de filtros altamente eficientes contra particulados. Um desses filtros desenvolvido em 1930 por Hansen usava lã animal impregnada de resina, com eficiência em torno de 99,99 % ! Atualmente os filtros contra aerossóis utilizam fibras mais baratas, de mais fácil obtenção, com baixa resistência à respiração e com boas propriedades contra o entupimento superficial.

Também começaram a surgir cilindros de aço mais leves, que resistiam a maiores pressões e assim podiam armazenar uma quantidade maior de ar respirável comprimido, tornando possível de serem transportados nas costas. Havia problemas com os sistemas de válvulas e registros, mas já era um equipamento que podia ser usado pelos bombeiros e equipes de salvamento com maior grau de confiabilidade.

 

Após a Primeira Guerra Mundial, com a expansão das indústrias, avanço da medicina e o início de uma maior preocupação social com a saúde e o bem estar dos trabalhadores, reivindicações dos próprios trabalhadores que começaram a se organizar em sindicatos, surgiram novos equipamentos com maior e mais confiável capacidade de proteção e com mais conforto no uso.

 

Muitas doenças já eram diagnosticadas como decorrentes de trabalhos em ambientes contaminados e algumas medidas de saneamento e precaução passaram a ser adotadas.

Com a Segunda Guerra Mundial (1939 - 1945) novas técnicas, novos materiais e portanto novos problemas foram surgindo, mas também novas soluções foram sendo encontradas. No pós-guerra até nossos dias, a indústria desenvolveu enorme variedade de materiais que trouxeram problemas ambientais, mas também possibilitaram o desenvolvimento de equipamentos de proteção individual eficazes, maiores possibilidades de diagnóstico de doenças e determinação de suas origens, técnicas e equipamentos para avaliação de ambientes para que os equipamentos de proteção ao trabalhador pudessem ser desenvolvidos.

 

Novas Leis foram surgindo em função de uma maior preocupação com a saúde do trabalhador.

 

É necessário que as empresas conheçam e reconheçam os riscos que estão gerando para a saúde de seus trabalhadores e ter em mente que um trabalhador devidamente protegido certamente vai produzir mais e melhor.

É necessário que o trabalhador seja esclarecido quanto aos riscos que corre caso não use ou use de forma incorreta os equipamentos de proteção individual.

 

As empresas devem oferecer treinamento, esclarecimento e equipamentos corretos, escolhidos de acordo com a boa técnica e não apenas pelo preço, simplesmente para satisfazer a Lei.

 

No BRASIL, equipamentos de proteção respiratória vêm sendo utilizados há muitos anos.

Há 25 ou 30 anos, os equipamentos eram bastante simples, porém com o tempo foram surgindo equipamentos importados mais modernos e a indústria nacional também passou a se preocupar mais com a qualidade, eficiência e conforto dos equipamentos que produzia.

 

Por volta de fins de 1992 início de 1993, um Sindicato de Trabalhadores do Estado de São Paulo detectou em fábricas de porte que alguns trabalhadores apresentavam problemas respiratórios, provocados principalmente por SÍLICA e ASBESTO. Foi verificado que tais trabalhadores utilizavam respiradores descartáveis, tendo sido os problemas prontamente atribuídos à suposta ineficiência deste tipo de respirador.

O Ministério do Trabalho emitiu então uma INSTRUÇÃO NORMATIVA que limitava o uso desse tipo de respiradores. O fornecedor dos respiradores sob suspeita, entrou com uma defesa junto ao Ministério do Trabalho com base em estudos internacionais.

Foi então verificado que a Instrução Normativa carecia de maior embasamento técnico, sendo prontamente convocada uma COMISSÃO DE ESTUDOS que em curtíssimo prazo teve que elaborar documentação técnica que servisse como base para a aplicação de proteção respiratória.

A comissão, sob a coordenação do Prof. Maurício Torloni, livre-docente da Escola Politécnica da USP, contou com a colaboração de técnicos altamente especializados da FUNDACENTRO, e a participação ativa de membros da própria Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho, representantes de Sindicato de Trabalhadores, DIESAT, SESI E ANIMASEG (Associação Nacional da Indústria de Material de Segurança e Proteção ao Trabalho) e muitos desses técnicos de cada uma das entidades, são também novembros ativos no Grupo de Trabalho de Proteção Respiratória do CB-32 da ABNT, que está empenhado na elaboração das Normas Brasileiras deste segmento.

Resultado desse trabalho, foi a elaboração do PROGRAMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA - Recomendações, Seleção e Uso de Respiradores, publicação esta editada pela FUNDACENTRO e que faz parte integrante da Instrução Normativa nr. 1 de 11 de abril de 1994, que entrou em vigor a partir de Agosto de 1994.

 

Com base na publicação da FUNDACENTRO, que lá deve ser adquirida pelos interessados, elaboramos o nosso trabalho, dividindo a matéria com 12 passos.

Inicialmente, o simples manuseio da publicação faz com que se fique apreensivo quanto à implantação de um PPR, porém, seguindo o sistema passo-a-passo, pode-se verificar que a matéria não é tão complexa quanto aparenta.

 

 

 

INTRODUÇÃO

 

SEJA BEM-VINDO AO PROGRAMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA. (PPR) EM 12 PASSOS DA EPICON

 

O PPR é de vital importância para a saúide e a vida dos trabalhadores que devam utilizar um respirador. Sua implantação e manutenção é obrigatória conforme determina a Instrução Normativa n. 1 de 11/4/94, da Secretária de Segurança e Saúde no Trabalho (SSST/Mtb) do Ministério do Trabalho.

 

No controle das doenças ocupacionais provocadas pela inalação de ar contaminado (por exemplo com poeiras, fumos, névoas, gases e vapores) o objetivo principal deve ser minimizar a contaminação do local de trabalho. Isto deve ser alcançado, tanto quanto possível, pelas medidas de controle coletivo (p. ex. enclausuramento, ventilação local, etc.) Quando as medidas de controle coletivo não são viáveis, ou enquanto estão sendo implantadas ou avaliadas, ou nas situações de emergência, devem ser usados respiradores apropriados, em conformidade com os requisitos contidos no PPR.

 

O Guia é apresentado no formato passo-a-passo para facilitar a preparação de um Programa de acordo com as necessidades de sua empresa. Este Guia foi baseado no Programa de Proteção Respiratória - Recomendações, Seleção e Uso de Respiradores, publicado pela FUNDACENTRO, e que faz parte da Instrução Normativa nº1 de 11/04/94.

 

Este Guia tem por objetivo auxiliar na preparação e implantação de um PPR, não podendo haver qualquer imputação à EPICON pela seleção ou uso inadequado de respiradores.

 

Este Guia não deve ser considerado com única referência na preparação do seu PPR. Entre as diversas fontes adicionais que existem destacam-se a CFR 29 – 1910.134 e a Norma Z88.2.1980 Practices for Respiratory Protection – American National Standard Institute (ANSI) disponíveis na Biblioteca da Fundacentro em S. Paulo.

 

Convém ressaltar que as Normas Regulamentadoras Brasileiras (NR), já existentes, ou que venham a existir, evidentemente prevalecerão sobre qualquer regulamentação estrangeira, por melhores que estas possam parecer.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O QUE É O PPR?

 

O PPR é um conjunto de medidas práticas e administrativas através das quais se pretende proteger a saúde do trabalhador pela seleção adequada e uso correto dos respiradores.

O PPRA – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais da NR-9 e o PCMSO – Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional da NR-7, mantém relação direta com o PPR.

O primeiro, faz o levantamento dos riscos ambientais e o segundo o controle biológico dos funcionários.

Neste Guia você verá como redigir o PPR para a sua empresa, acompanhando os 12 Passos.

 

CONSULTE UM PROFISSIONAL COMPETENTE DA. ÁREA DE SEGURANÇA OU DE SAÚDE OCUPACIONAL PARA AVALIAR CORRETAMENTE O LOCAL DE TRABALHO.

 

COMO PODEMOS SABER QUE NECESSITAMOS DE UM PPR?

Se os trabalhadores de sua empresa estão expostos à produtos químicos, gases, vapores, poeiras, névoas, fumos, ou à ambientes com deficiência de oxigênio, o local de trabalho pode apresentar graves riscos respiratórios. São muitas as circunstâncias e condições de exposição ao risco para que se possa fazer uma enumeração completa, mas podem incluir:

   exposição durante as operações de fabricação

   trabalhos de manutenção

   construção e montagem

   vazamentos acidentais

   emergências

   combate a incêndios

Lembre-se de que os produtos químicos tóxicos, a sílica e o amianto não são os únicos culpados. Mesmo os produtos comuns como solventes, acetona, tintas, poeiras podem ser perigosos em concentrações elevadas, ou quando a exposição é contínua por longos períodos de tempo.

 

O único modo de conhecer com segurança se os trabalhadores estão correndo perigo é consultar um profissional competente, cuja avaliação é fundamental para o estabelecimento e manutenção de um Programa eficiente.

 

CONHEÇA A LEGISLAÇÃO RELATIVA À PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA. CONHEÇA A LEI

 

Uma vez conhecido o relatório do profissional da área de segurança ou de saúde ocupacional, o empregador está em condições de preparar um PPR que satisfaça todos os requisitos legais. Ë responsabilidade do empregador seguir ao pé da letra essas exigências. Falhas no Programa podem significar custo para a empresa, porem o que é mais importante ainda: graves doenças ou danos permanentes ao sistema respiratório, ou mesmo a morte de um trabalhador.

 

Você pode, também, consultar diretamente a FUNDACENTRO

 

COMO PREPARAR  O PPR PARA A SUA EMPRESA?

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O PPR pode ser preparado, seguindo as indicações que apresentamos adiante. Se você tiver dúvidas a respeito consulte-nos. O PPR pode ser redigido em duas partes :

 

  um documento básico, assinado pela representante legal pela empresa, que contem a política da empresa na área de proteção respiratória, a indicação do Administrador e as suas responsabilidades, inclusive as relativas a preparação dos Procedimentos Operacionais escritos. (ver Passo 1)

 

  um conjunto de Anexos, preparado pelo Administrador do Programa, ou por pessoa por ele indicada, contendo os diversos Procedimentos Operacionais, os quais devem abranger, no mínimo:

 

-seleção de respiradores;

-ensaios de vedação;

-treinamento;

-avaliação médica;

-monitoramento ambiental;

-distribuição dos respiradores;

-guarda, limpeza, manutenção e inspeção;

-qualidade do ar comprimido;

-emergências

-auditoria.

 

Esses Procedimentos podem ser preparados por pessoa por ele indicada, mas somente podem ser alterados pelo Administrador do programa. (ver Passo 2 em diante)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

REQUISITOS MÍNIMOS PARA UM PROGRAMA DE PROTEÇÃO

RESPIRATÓRIA

 

Da publicação da FUNDACENTRO: Programa de Proteção Respiratória, Recomendações, Seleção e Uso de Respiradores, que é parte integrante da Instrução Normativa n. 1 de 11/04/94 do Ministério do Trabalho, podemos identificar 12 pontos importantes que resumem o conteúdo de um bom PPR e que serão detalhados a seguir:

 

1. Devem ser estabelecidos Procedimentos Escritos definindo como selecionar e usar o respirador.

2. Os respiradores devem ser escolhidos considerando os riscos respiratórios aos quais os trabalhadores estarão expostos.

3. O usuário deve ser instruído e treinado quanto ao uso carreto dos respiradores e suas limitações.

4. Quando viável, cada usuário deve receber um respirador para uso exclusivo.

5. Os respiradores devem ser limpos e higienizados regularmente. Os usados por mais de uma pessoa devem ser limpos e higienizados após o uso por cada uma delas.

6. Os respiradores devem ser guardados em local apropriado, limpo e higiênico.

7. Os respiradores usados rotineiramente devem ser inspecionados durante a limpeza. Partes gastas ou deterioradas devem ser substituídas. Os respiradores usados para emergência, como as máscaras autônomas, devem ser inspecionadas pelo menos uma vez por mês, ou imediatamente após cada uso.

8. Deve haver monitoramento apropriado das condições da área de trabalho, do nível de exposição, e do stress do trabalhador.

9. Para o PPR ser eficiente deve haver acompanhamento contínuo e uma avaliação anual.

10. Não devem ser atribuídas tarefas que requeiram o uso de respirador antes de verificar se a pessoa tem condições físicas de realiza-la usando o equipamento. O médico da empresa definirá as condições físicas e de saúde necessárias. As condições de saúde do usuário deverão ser avaliadas periodicamente (por ex., anualmente).

11. Somente devem ser selecionados respiradores aprovados, isto é, com Certificado de Aprovação (CA).

12. Quando selecionar, e cada vez que colocar o respirador é necessário verificar a vedação no rosto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PASSO 1

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O PROGRAMA ESCRITO

 

"Devem ser estabelecidos Procedimentos Escritos definindo como selecionar e usar o respirador"

 

O documento básico do Programa define as linhas gerais do PPR. Não entra em pormenores, mas define claramente como a empresa vai enfrentar os riscos respiratórios potenciais ou presentes. Os Anexos contendo os diversos Procedimentos Operacionais descem aos pormenores. O PPR poderá ser útil em eventual defesa da empresa no caso de ocorrências graves provocadas pelo uso inadequado dos respiradores.

 

O conteúdo do Programa deve conter respostas às seguintes perguntas:

 

1. Qual o nome da sua empresa?

2. Em que data foram preparados o documento básico e os procedimentos?

3. Quem preparou os procedimentos?

4. Quais são as áreas ou processos de fabricação que necessitam de proteção respiratória?

5. Quais os tipos de respiradores que devem ou podem ser usados?

6. Quem é o responsável pelo treinamento adequado, realização dos ensaios de vedação, inspeção, manutenção, e entrega dos respiradores?

7. Com que freqüência é feito o treinamento?

8. Qual a freqüência do monitoramento do local de trabalho e qual é a metodologia utilizada?

9. Quais são os procedimentos para as situações rotineiras, não rotineiras, de emergência e de resgate?

 

Os procedimentos que dizem respeito direto ao usuário devem ser distribuídos a todos os trabalhadores que estejam sujeitos a riscos respiratórios. Fazendo com que os trabalhadores saibam exatamente como funciona o Programa da empresa, a segurança deles aumenta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EXEMPLO DE UM PROGRAMA DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA

 

A finalidade deste exemplo é mostrar como é o Documento Básico citado neste Guia, no item: ”Como preparar o PPR para a sua empresa?".

Foi traduzido e adaptado do "Guide to Industrial Respiratory Protection" NIOSH, 1987.

 

COMPANHIA ABC

O objetivo deste Programa é assegurar proteção à todos os trabalhadores contra riscos

respiratórios pelo uso correto de respiradores. Os respiradores somente podem ser usados

nesta empresa:

- onde as medidas de controle coletivo dos riscos respiratórios não são viáveis;

– enquanto as medidas de controle coletivo estão sendo adotadas;

– nas emergências.

 

O funcionário Sr Fulano de Tal é o administrador do Programa. Ele (ou ela) é o responsável por todos os aspectos do mesmo, e tem toda autoridade para tomar as decisões necessárias para garantir o seu sucesso. Esta autoridade inclui a indicação de pessoas, ou a compra dos equipamentos necessários para a sua implantação.

 

A Companhia ABC autoriza expressamente o Administrador a parar qualquer operação da companhia onde haja risco grave de ocorrência de danos sérios à pessoas. Este Programa inclui os riscos respiratórios.

 

O administrador, ou pessoa por ele indicada, preparará Procedimentos Operacionais

escritos, no mínimo, sobre:

– política da empresa na área de proteção respiratório;

– seleção de respiradores;

– treinamento dos usuários;

– ensaios de vedação;

– distribuição dos respiradores;

- limpeza, inspeção, guarda e manutenção dos respiradores;

- acompanhamento do uso;

– monitoramento dos riscos respiratórios;

 

Os Procedimentos Operacionais devem obedecer, no mínimo, o recomendado na publicação da FUNDACENTRO: Programa de Proteção Respiratória, Recomendações, Seleção e Uso de respiradores. Havendo dúvidas, deverão ser consultados especialistas externos, fabricantes dos respiradores, e autoridades competentes. Os Procedimentos Operacionais detalhados deverão ser incluídos como Anexo à este documento, e ambos constituirão o Programa de Proteção Respiratória da Companhia ABC. Somente o Administrador do Programa poderá efetuar alterações nos Procedimentos Operacionais.

 

Os respiradores deverão ser selecionados em função dos riscos aos quais o trabalhador estará exposto. Somente deverão ser selecionados respiradores com Certificado de Aprovação (CA).

O usuário devera ser instruído e treinado sobre o uso correto do respirador, bem como, sobre suas características e limitações. 0 treinamento deve incluir os supervisores e os usuários.

Nenhum trabalhador da Companhia ABC que necessite usar respirador que exija vedação facial poderá usar barba. 0 empenho dos trabalhadores na observação destes cuidados deverá ser avaliada por verificações periódicas.

 

Cada trabalhador devera receber, quando viável, um respirador para uso exclusivo.

 

Os respiradores de uso rotineiro ou para emergências, no momento do uso, devem sempre estar limpos, higienizados, e em perfeitas condições de uso. Os respiradores usados por mais de um, deverão ser limpos e higienizados, antes que o outro trabalhador o use. 0 administrador devera providenciar local e meios para a limpeza, inspeção, higienização e manutenção.

 

Deve ser feita verificação periódica apropriada nas condições ambientes, de exposição, ao stress do trabalhador.

 

0 funcionamento do Programa deve ser verificado por inspeções regulares e por uma auditoria anual. 0 Administrador devera fazer inspeções freqüentes em todas as áreas onde aos respiradores são usados, com a finalidade de assegurar obediência ao previsto no Programa.

 

Não poderão ser atribuídas tarefas que exijam o uso de respiradores, antes de verificar, se o trabalhador esta em condições apropriadas de saúde para executar a tarefa usando o respirador. 0 medico da Companhia ABC definira quais são as condições de saúde aceitáveis. Anualmente todo usuário de respirador devera ser submetido a exame medico, com ênfase das vias respiratórias, para confirmar o estado de saúde do usuário.

 

As exigências deste Programa devem ser obedecidas por todas as empresas ou pessoas contratadas para realização de trabalhos nesta companhia e que exijam o usa de respiradores.

 

João dos Anzóis

Superintendente da Companhia ABC

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EXEMPLO DE AVALIAÇÃO DO PPR

 

De um modo geral, o Programa deve ser avaliado como ele está sendo aplicado em cada atividade e feitas as correções necessárias, de tal modo, que os Procedimentos escritos reflitam a realidade. Pelo menos anualmente deve-se fazer uma auditoria a qual deve abranger a Administração e os aspectos operacionais do Programa.

 

A - ADMINISTRAÇÃO DO PROGRAMA

 

1. Está escrita a política que fixa a responsabilidade do empregador em manter um local de trabalho seguro e saudável, atribuindo responsabilidade e autoridade para o Administrador do Programa?

2. A responsabilidade pelo Programa foi atribuída a uma pessoa que tenha conhecimentos e capacidade de coordenar o Programa em todos os seus aspectos no local de trabalho?

3. É possível, através de medidas de engenharia, ou de mudanças no processo de produção, eliminar a necessidade do uso de respiradores?

4. Existem Procedimentos Escritos, ou referencia explicita no Programa, abrangendo, no mínimo:

 

– designação do Administrador

- seleção de respiradores

– compra de apenas equipamentos com CA

- exame médico orientado para candidatos ao uso de respiradores

- distribuição dos respiradores

– ensaios de vedação

– treinamento

- manutenção, guarda e inspeção

-higienização

– uso em condições especiais

– monitoramento dos riscos respiratórios

 

B - OPERAÇÃO DO PROGRAMA

 

B1- Seleção dos respiradores

Foi feito levantamento adequado do local de trabalho e da exposição a que estão submetidos os trabalhadores?

Os respiradores foram selecionados de acordo com os riscos a que estão expostos os trabalhadores?

A seleção foi feita por pessoa que conhece os Procedimentos de seleção?

 

B2 – Somente são adquiridos e usados respiradores com CA? Eles oferecem proteção adequada para os riscos e concentrações específicas dos contaminantes?

 

 

 

 

 

B3 – Existe avaliação médica para verificar se o usuário em potencial está física e psicologicamente apto a usar o respirador selecionado?

 

B4 – Os respiradores estão sendo distribuídos para uso exclusivo de uma pessoa (quando possível) e existe registro da distribuição?

 

B5- Ensaios de vedação

Os usuários tem a oportunidade de escolher, entre diversos respiradores, aquele que proporciona melhor vedação?

O ensaio de vedação é repetido regularmente?

É satisfatória a vedação do respirador usado por trabalhador com lentes corretivas?

Os usuários estão proibidos de usarem lente de contato enquanto estão com o respirador?

O ensaio de vedação é feito em uma atmosfera de teste?

Os trabalhadores com barba por fazer, ou outras características que possam prejudicar a vedação estão proibidos de usarem respiradores em áreas contaminadas?

 

B6 - Uso de respiradores na área de trabalho

Os respiradores estão sendo usados corretamente? (Por exemplo, gorro ou outra cobertura da cabeça por cima dos tirantes da peça facial)

Os respiradores estão sendo usados durante todo o tempo que os trabalhadores permanecem na área de risco?

 

B7 – Limpeza, higienização, guarda, inspeção e manutenção dos respiradores

 

Limpeza e Higienização

  Os respiradores usados por mais de uma pessoa estão sendo limpos e higienizados após o uso de cada um, ou aqueles usados por um só, com a freqüência necessária?

  Os procedimentos de limpeza e higienização, são eficientes?

Guarda

  Os respiradores estão sendo guardados de modo que fiquem protegidos da poeira, luz solar, calor, frio excessivo, umidade, ou agentes químicos?

  Os respiradores são guardados corretamente, de modo que não fiquem deformados? -Somente é permitida a guarda nos armários ou caixas de ferramentas quando o respirador esta protegido por uma caixa ou estojo?

Inspeção

  Os respiradores são inspecionados antes, depois de cada uso, e durante a limpeza?

  Há pessoas qualificadas ou usuários instruídos quanto à técnica de inspeção?

  Os respiradores designados para emergências são inspecionados, no mínimo, uma vez por mês e adicionalmente após cada uso?

  A pressão do ar do cilindro das máscaras autônomas é verificada semanalmente?

* Para os respiradores para emergências é mantido atualizado o registro de inspeção? Reparos

  As peças de reposição são do próprio fabricante do respirador?

  Os reparos são feitos pelo fabricante, ou por pessoas por ele treinadas?

 

 

B8 - Condições especiais de uso

          Existe procedimento para uso de respiradores em ambientes IPVS? (Imediatamente

Perigoso à vida e saúde)

e Existe procedimento para uso de respiradores em espaços confinados?

 

B9 – Treinamento

          Os usuários estão treinados sobre o uso adequado, limpeza, guarda e inspeção dos

respiradores?

Os usuários foram informados sobre como é feita a seleção dos respiradores?

Os usuários são avaliados quanto ao aproveitamento, antes e depois do treinamento?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PASSO 2

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COMO SELECIONAR UM RESPIRADOR

 

"Os respiradores devem ser escolhidos com base nos riscos respiratórios aos quais os trabalhadores estarão expostos"

 

Deve ser conhecida a forma como os contaminantes se apresentam no ambiente (poeira, névoa, fumos, gases, vapores), e a sua concentração, medida ou estimada.

A seleção dos diversos tipos de respiradores, filtros mecânicos e químicos deve ser feita de acordo com as recomendações do item 4.2.2.2 da publicação da FUNDACENTRO: Programa de Proteção Respiratória - Recomendações, Seleção e uso de respiradores.

 

Use as perguntas apresentadas a seguir como um roteiro para determinar qual o tipo de

respirador que você necessita:

1. Atualmente você está usando proteção respiratória?

Se estiver, qual? É satisfatória?

2. A concentração do contaminante poderá atingir a concentração IPVS (Imediatamente

Perigosa à Vida ou à Saúde)?

3. Quanto tempo, durante um dia ou semana, os trabalhadores estão expostos?

4. Como o contaminante é utilizado no processo: aquecido, misturado com outras

substâncias químicas?

5. Quais são as condições existentes nas áreas vizinhas? Há outros processos de produção

nas proximidades que possam gerar contaminantes? Quais?

6. A área de trabalho é ventilada? Se for, qual a sua intensidade? Ë uma área aberta ou um

espaço confinado? Qual a temperatura e umidade?

7. Qual é o limite de exposição do contaminante? Tem fracas propriedades de alerta?

Irrita a pele? Os olhos? 8.

8. Há menos que 18% de oxigênio no local de trabalho?

9. Você calculou o Fator de Proteção Requerido? (Veja no Programa de Proteção

Respiratória da FUNDACENTRO – no anexo 1 – item 17)

 

TENHA EM MENTE Que NÃO OCORREM DUAS SITUAÇÕES EXATAMENTE = IGUAIS, PORTANTO, NENHUM RESPIRADOR PODERÁ COBRIR TODAS AS SITUAÇÕES

 

Consulte as informações das páginas seguintes como um guia simplificado, para

auxiliar na seleção de um respirador,

 

As informações acima são de caráter geral. Consulte a publicação PPR - Fundacentro para maiores informações relativas à seleção de respiradores.

 

 

 

 

 

GUIA PARA SELEÇÃO DE RESPIRADORES

 

ESTAS INFORMAÇÕES SÃO DE CARÁTER GERAL.

CONSULTE O FORNECEDOR DO SEU RESPIRADOR PARA MAIORES INFORMAÇÕES

 

RESPIRADORES PURIFICADORES DE AR

 

Com Peça semifacial filtrante para partículas (PFF)

É a chamada máscara descartável. Leve, confortável e de baixo custo. Oferece proteção contra poeiras, névoas e fumos. Dispensa limpeza, manutenção e higienização .Para uso em até 10 vezes o Limite de Tolerância. Existem tipos especiais, denominadas de Filtros de Baixa Capacidade (FBC) com camada de carvão ativo para baixas concentrações de vapores orgânicos ou de alguns gases ácidos.

 

Com peça semifacial, de baixa manutenção, com filtros químicos/mecânicos

Peça semifacial de baixo custo e filtros substituíveis. A peça facial permite limpeza, mas não a substituição de componentes, exceto os filtros. Reduz o tempo de treinamento e custos de peças de reposição. Indicado para até 10 vezes o Limite de Tolerância, desde que menor que a concentração IPVS, ou menor que a Máxima Concentração de Uso do filtro químico.

 

Com peça semifacial com filtros substituíveis

Leve, fácil manutenção, pequena restrição à visão e aos movimentos. Os filtros são substituíveis. Poucas peças de reposição. Protege contra poeiras, névoas, fumos, gases e vapores. Indicado para até 10 vezes o Limite de Tolerância, desde que menor que a concentração IPVS, ou menor que a Máxima Concentração de Uso do filtro químico.

 

Com peça facial inteira e filtros substituíveis

Oferece proteção muito maior que a semifacial. Protege os olhos. Pode usar filtro químico pequeno, médio ou grande. Poucas peças de reposição. Protege contra poeiras, névoas, fumos, gases e vapores. Indicado para até 100 vezes o Limite de Tolerância, desde que menor que a concentração IPVS, ou menor que a Máxima Concentração de Uso do filtro químico.

 

Motorizado, com peça facial inteira e filtros substituíveis

Mais confortável de usar que os não motorizados resultando maior produtividade. Usa filtros químicos ou mecânicos fixados na peça facial ou no cinturão. A bateria alimenta o motor de uma ventoinha que força o ar através do filtro até a peça facial. Indicado para até 1000 vezes o Limite de Tolerância (com P3, ou 100 vezes o LT, com P2) desde que menor que a concentração IPVS, ou menor que a Máxima Concentração de Uso do filtro químico.

 

 

 

 

 

 

RESPIRADORES DE ADUÇÃO DE AR

 

Respirador de linha de ar comprimido respirável

Usa fonte externa de ar. Refresca o usuário. Maior proteção que os purificadores de ar não motorizados. Podem ser de fluxo contínuo, de demanda, com ou sem

pressão positiva. Exige ar respirável provindo de compressor ou bateria de cilindros. Para situações IPVS deve ser com peça facial inteira, com fluxo contínuo, ou de demanda com pressão positiva, e, obrigatoriamente com cilindro auxiliar para fuga. Indicado para até 1000 vezes o LT (com peça facial inteira, fluxo contínuo, ou demanda com pressão positiva), ou até 50 LT (com peça semifacial, fluxo contínuo, ou demanda com pressão positiva).

 

Respirador para fuga

Para uso em situações de escape em atmosferas IPVS, ou com deficiência de oxigênio. Autonomia de 5 a 10 minutos, dependendo do volume e da pressão do cilindro de ar. Não serve para resgate. Não se especifica o fator de proteção.

 

Máscara Autônoma

É o respirador que oferece maior proteção. Uso em atmosfera IPVS, com deficiência de oxigênio e em emergências. Cilindros de aço, e composite. Boa mobilidade, porém, com restrições devido o cilindro nas costas. Indicada para até 10000 vezes o LT.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PASSO 3

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TREINAMENTO DOS USUÁRIOS

 

"O usuário deve ser instruído e treinado quanto ao uso correto dos respiradores e suas limitações"

 

Antes de usar um respirador, você precisa conhecer os tipos disponíveis e as condições sob as quais podem ser usados. Todas as informações e cuidados recomendados devem ser obedecidas. Todos os usuários devem estar familiarizados com a publicação da FUNDACENTRO "Programa de Proteção Respiratória, Recomendações, Seleção e Uso de Respiradores ", na parte que for conveniente ou aplicável, e informados sobre os contaminantes presentes.

De acordo com essa publicação a pessoa que distribui os respiradores e os usuários devem receber, de pessoa qualificada, treinamento adequado sobre o uso do respirador. Se existirem dúvidas sobre qualquer aspecto do treinamento, consulte um profissional competente ou o fabricante do respirador.

O que o usuário necessita saber antes de usar o respirador:

As razões pelas quais se necessita de proteção respiratória;

A natureza, extensão e efeitos dos riscos respiratórios aos quais está exposto;

Explicação sobre porque as medidas de proteção coletiva não estão sendo aplicadas, ou

não são adequadas, e o que esta sendo feito para reduzir, ou dispensar o uso de

respiradores;

e Explicação do porque um determinado respirador foi escolhido;

Explicação sobre o funcionamento, características e limitações do respirador selecionado;

Instruções sobre como inspecionar, colocar, verificar a vedação e usar o respirador;

Durante o treinamento cada usuário deve ter a oportunidade de manusear, colocar, ajustar e verificar a vedação do respirador bem como usa-lo em atmosfera não contaminada e em atmosfera de teste;

Instruções sobre a guarda e o modo correto de fazer a inspeção e manutenção;

Instruções sobre como reconhecer e enfrentar situações de emergências;

Instruções necessárias sobre o uso de respiradores especiais;

Regulamentos sobre o uso de respiradores.

 

Todos os usuários de respiradores devem ser retreinados ao menos uma vez por ano Quanto mais informações o usuário receber sobre a necessidade e razões do uso, mais motivação terá para conservar e usar corretamente o equipamento. Fazendo com que os trabalhadores atuais e os novos saibam como e porque o PPR funciona, eles estarão mais protegidos e a Empresa também.

 

 

 

 

 

 

 

PASSO 4

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DISTRIBUIÇÃO DOS RESPIRADORES AOS USUÁRIOS

 

"Quando viável, cada usuário deve receber um respirador para uso exclusivo"

 

Uma vez feita a escolha do tipo de respirador para cada aplicação em particular, e incluída essa informação nos Procedimentos Escritos do PPR, é chegado o momento de distribui-lo para casa usuário.

Sempre que viável, cada usuário deve receber um respirador para uso exclusivo. Deve ser marcado de modo de forma indelével para identificar a quem pertence. A marcação não deve afetar o desempenho.

Se possível, registre de forma conveniente a distribuição, o uso previsto, a data da distribuição, das redistribuições e dos reparos efetuados.

 

ESCOLHA DO TAMANHO CORRETO

Não é fácil a escolha do respirador que vede bem por causa da grande variedade de formatos e dimensões de rostos. Colocando vários tamanhos e marcas à disposição do usuário para experimentá-los a tarefa ficará mais simples. Permita que o usuário escolha, entre os tamanhos e marcas, o mais confortável. Se ele puder participar da decisão de escolha, aumentará a sua aceitação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PASSO 5

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LIMPEZA E HIGIENIZAÇÃO DOS RESPIRADORES

 

"Os respiradores devem ser limpos e higienizados regularmente. Os usados por mais de uma pessoa devem ser limpos e higienizados após o uso por cada uma delas"

 

Os respiradores devem ser limpos e higienizados antes de serem distribuídos aos usuários e depois, com a freqüência necessária. Os de emergência devem ser limpos e higienizados após cada uso.

 

PARA LIMPAR OS RESPIRADORES

         Retire os filtros, suportes de filtros e tirantes. Desmonte completamente o respirador.

         Lave a peça facial com água e sabão, ou com a solução recomendada pelo fabricante. A seguir faça a higienização. No Anexo 4 da citada publicação da FUNDACENTRO você encontrará recomendações sobre limpeza e higienização de respiradores. Consulte também o fabricante.

         Enxágüe novamente em água morna e deixe secar ao ar sobre prateleira. Não pendure a peça facial pois poderá provocar distorção prejudicando a vedação.

 

Desejando usar uma pano impregnado com substâncias para remover o suor ou a gordura facial, é necessário certificar-se junto ao fabricante de que o processo de limpeza escolhido e seu agente químico não são prejudiciais ao material de que é confeccionado o respirador.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PASSO 6

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GUARDA

 

"Os respiradores devem ser guardados em local apropriado, limpo e higiênico"

 

Os respiradores devem ser guardados de modo que fiquem protegidos contra poeira, luz solar, calor e frio intensos, umidade excessiva ou agentes químicos. É recomendável o uso um saco plástico que possa ser fechado quando necessário. Não pendurar o respirador pelos tirante, ou de modo que provoque a deformação da peça facial, pois a vedação no rosto ficará prejudicada.

Mantenha os respiradores de emergência e resgate em áreas de rápido e fácil acesso. Se estiverem guardados em armários ou caixas, identifique-os de modo que sejam facilmente achados.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PASSO 7

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INSPEÇÃO E MANUTENÇÃO

 

"Os respiradores usados rotineiramente devem ser inspecionados durante a limpeza. Partes gastas ou deterioradas devem ser substituídas. Os respiradores usados para emergência, como as máscaras autônomas, devem ser inspecionadas pelo menos uma vez por mês, ou imediatamente após cada uso"

 

INSPEÇÃO

Toda vez que for usar, e após o uso, verifique se o seu respirador está em boas condições. Esse cuidado é a garantia de que ele protegerá contra poeiras, névoas, fumos, gases ou vapores perigosos.

Verifique o funcionamento das válvulas e membranas. Observe se existe poeira ou fiapos depositados que possam provocar vazamentos;

Verifique se existem partes gastas ou deterioradas principalmente nas peças de borracha ou plástico. Troque imediatamente qualquer peça que esteja gasta ou apresente sinais de deterioração;

As máscaras autônomas e as de escape devem ser inspecionadas mensalmente. Os reparos e ajustes nestes respiradores devem ser feitos pelo fabricante ou pessoa por ele treinada;

Lembre-se de registrar em local apropriado a data de inspeção, o que foi encontrado, o que e quem fez o serviço.

 

MANUTENÇÃO

Se na inspeção de rotina for observado algo errado com o respirador, ou a informação vier do usuário, o reparo deve ser feito imediatamente, ou então providenciado outro respirador. Os reparos somente devem ser realizados por pessoas treinadas, e utilizando peças originais. Se forem necessários ajustes que não constem das instruções

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EXEMPLO DE REGISTRO DE INSPEÇÃO

 

Data da inspeção ............................................Feita por ..............................................

 

1. Tipo de respirador

2. Número........................Marca.......

3. Defeitos encontrados

a- peça facial.................................................................................................

b- válvula de inalação...................................................................................

c- conjunto da válvula de exalação...............................................................

d- tirantes......................................................................................................

e- suporte do cartucho...................................................................................

f- cartucho.....................................................................................................

g- filtro/préfiltro............................................................................................

h- suportes e cinturão....................................................................................

i-mangueiras, traquéia, tubos flexíveis.........................................................

j- diafragma de voz.......................................................................................

k- guarnições "O" ring..................................................................................

l- conexões....................................................................................................

m- outros defeitos.........................................................................................

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PASSO 8

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MONITORAMENTO DA ÁREA DE TRABALHO

 

"Deve haver monitoramento apropriado das condições da área de trabalho, do nível de exposição, e do stress do trabalhador"

 

Uma vez implantado o PPR é necessário continuar o monitoramento do local de trabalho, a identificar os riscos bem como o grau de exposição do trabalhador e do seu stress.

Mesmo pequenos ajustes no processo ou no modo de operação, mudanças de temperatura, movimentação do ar e umidade podem mudar a concentração de uma substância no ambiente e influir na eficiência da proteção respiratória implantada.

Para garantir que os trabalhadores estejam protegidos como devem é fundamental que se monitore o contaminante periodicamente. Desse modo você terá certeza que os níveis de exposição não ultrapassem a capacidade de proteção do respirador em uso.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PASSO 9

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ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO DO SEU PROGRAMA

 

"Para o PPR ser eficiente deve haver acompanhamento contínuo e uma avaliação anual"

 

ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO

Uma vez por ano todo o PPR deve ser avaliado para verificar a sua eficácia. Nessa ocasião, faça as alterações que julgar convenientes, nos Procedimentos Escritos. Implante os melhoramentos e corrija os erros imediatamente, para garantir proteção e segurança dos trabalhadores. A habilidade e percepção dos líderes de equipe serão de grande auxílio. O conhecimento das tarefas e as observações que tenham feito durante a avaliação poderão melhorar cada vez maio o PPR.

 

O Que DEVE SER OBSERVADO

Aceitação do respirador

Pergunte sobre o conforto, vedação, resistência à respiração, cansaço, interferência na visão ou na comunicação, restrição de movimentos, interferência com as atividades realizadas e nível de confiança. O PPR somente será eficaz se os trabalhadores usarem os respiradores. Aproveite as reclamações deles para fazer as alterações necessárias e melhorar a aceitação.

          Verificação do cumprimento dos Procedimentos Escritos

Verifique se está sendo utilizado o respirador que foi selecionado, se os usuários estão bem treinados, com a barba feita, e se estão bem ajustados no rosto, inspecionados, em bom estado e guardados corretamente. Verifique se os riscos estão sendo monitorados e se o acompanhamento médico está sendo feito.

 

AVALIAÇÃO

Use os resultados documentados da inspeção realizada para avaliar a eficácia do Programa. Registre, por escrito, os problemas identificados e investigue porque a proteção respiratória não foi eficaz. Adote medidas corretivas imediatas para preservar a saúde e a segurança dos usuários.

Os resultados da avaliação devem ser apresentados por escrito num relatório e devem conter os planos para correção das falhas, datas e prazos para sua implantação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PASSO 10

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AVALIAÇÃO MÉDICA

 

"Não devem ser atribuídas tarefas que requeiram o uso de respirador antes de verificar se a pessoa tem condições físicas de realiza-la usando o equipamento. O médico da empresa definirá as condições físicas e de saúde necessárias. As condições de saúde do usuário deverão ser avaliadas periodicamente (por ex. anualmente)”

 

Somente devem realizar tarefas que exijam o uso de respirador aquelas pessoas capazes de usa-lo. Tais trabalhadores devem ser avaliados anualmente pelo médico para verificar se podem continuar a realizar aquela tarefa.

 

PERGUNTE AO TRABALHADOR SOBRE

         histórico de doenças respiratórias. Identifique os trabalhadores com história de asma, efisema, doenças pulmonares crônicas.

         histórico laboral. Identifique os trabalhadores que estiveram expostos ao amianto, sílica, poeira de algodão, berílio, etc., nos últimos dez anos ou que trabalharam em ocupações ou indústrias onde a exposição a essas substâncias foi provável.

         outras informações médicas. Tais informações podem fornecer evidências sobre a capacidade ou incapacidade do trabalhador usar o respirador.

 

A análise dessas respostas podem ajudar na avaliação da eficiência do PPR. Se algum trabalhador apresentar sinais de exposição você deverá observar o local de trabalho e tentar achar alguma correlação entre o fato e o uso do respirador.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PASSO 11

 

RESPIRADORES APROVADOS

 

"Somente devem ser selecionados respiradores aprovados, isto é, com Certificado de Aprovação (CA)"

 

Somente devem ser selecionados e utilizados respiradores com Certificado de aprovação (CA) emitido pela Secretaria de Saúde e Medicina do Trabalho do Ministério do Trabalho, dentro do prazo de validade. Os respiradores devem, em sua confecção, obedecer às Norma Brasileiras (NBR) feitas pela ABNT e na sua falta podem ser aceitas normas de outros países (USA, Comunidade Européia).

 

Quando adquirir o respirador, observe se a embalagem vem com instruções adequadas, isto é, se o fabricante explica claramente quais as aplicações e as limitações, como usar e conservar, etc.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PASSO 12

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VERIFICAÇÃO DE VEDAÇÃO E ENSAIOS DE VEDAÇÃO

 

"Quando selecionar, e cada vez que colocar o respirador, é necessário verificar a vedação no rosto"

 

Cada vez que colocar o respirador é necessário verificar a vedação no rosto. A Verificação de vedação é feita rápida e facilmente pelo teste da pressão positiva, ou negativa. Se os trabalhadores usam as peças semifaciais filtrantes (PFF) ou respiradores de pressão negativa (como o purificadores de ar não motorizados) é de fundamental importância a realização de um dos Ensaios de Vedação aprovados pela Fundacentro: qualitativos (sacarina, óleo de banana, fumaça irritante), ou quantitativos. A realização do Ensaio de Vedação para cada usuário, durante a seleção do respirador, garante uma escolha mais segura entre os diversos tipos e formatos disponíveis no mercado.

 

ENSAIO DE VEDAÇÃO QUALITATIVO

Neste ensaio o usuário é exposto a uma fumaça irritante; a um vapor orgânico com cheiro (óleo de banana) ; ou partículas com gosto (sacarina) enquanto executa alguns movimentos com a cabeça, semelhantes aos que faz durante o seu trabalho, a fim de verificar a vedação. O respirador deve estar equipado com um filtro que retenha o agente de ensaio. Se o usuário não sentir cheiro ou o gosto do agente de ensaio é porque esse modelo e tamanho de respirador está perfeitamente adaptado ao seu rosto, isto é, a vedação é satisfatória.

 

ENSAlO DE VEDAÇÃO Quantitativo

O Ensaio de vedação Quantitativo, mede, por exemplo, a concentração do contaminante na atmosfera de teste e dentro do respirador enquanto executa os mesmos movimentos que no ensaio qualitativo, Este ensaio dá uma indicação mais segura que o Ensaio qualitativo,

 

VERIFICAÇÃO DE VEDAÇÃO

A Verificação de Vedação pelo teste de pressão positiva ou negativa deve ser feito toda vez que o usuário colocar ou reajustar o respirador. Com isso você terá certeza que ele esta bem colocado e que está funcionando corretamente. Os procedimentos para esta verificação podem variar entre fabricantes Consulte as instruções de uso do seu respirador.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

EXEMPLO DE FORMULÁRIO PARA USUÁRIO DE RESPIRADOR

 

Nome da empresa

 

DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE

 

Contaminantes Concentração              1.T

 

RESPIRADORES RECOMENDADOS

 

Primeira escolha                                 Segunda escolha

Num. do CA / data de validade

 

DISTRIBUIÇÃO DO RESPIRADOR E TREINAMENTO

Nome do empregado/Número            Função                        Data

Respirador entregue

Respirador semifacial filtrante (descartável).........com filtro mecânico P-1 .....P-2.....

Respirador semifacial filtrante (descartável) com filtro combinado.......P-1.....P-2....

Mascara autônoma..........Linha de Ar.............

Respirador semifacial....... 1/4 facial........ com filtro recambiável

Filtro Químico Classe............ Tipo ...........

Filtro mecânico P1......P2.....P3 .....

Purificador motorizado......

 

ENSAIO DE VEDAÇÃO

Respirador ensaiado..... modelo....tamanho... fabricante

Aprovado..... Reprovado.....

Qualitativos:

Óleo de banana.........sacarina........ fumos irritantes......

Quantitativo.........................

Características pessoais:

Barba.... dentadura.... cicatriz... óculos.. nenhuma......outras......

assinatura do empregado .......... data

assinatura de quem conduziu o ensaio..........

 

CUIDADOS

Limpeza: todo dia..... toda semana..... outro.... Descartar: todo dia .... toda semana.... outro... Manutenção: Individual......empresa.......outro